Friday, January 25, 2008

carta a uma azeitona

não daria pra botar o mundo na ordem justa (sob o meu ponto de vista) antes de você chegar. é muito trabalho, ainda que o tempo não seja assim tão curto. daí que vou construindo aqui dentro mesmo uma reprodução do meu ideal, do seu ideal, porque sei que você já vai vir pronto em muitos sentidos - cheio de opiniões e referências, como se tivesse vivido muitos anos noutro lugar antes de vir pra cá. me encontrar. me flagrar em todas as minhas expectativas e insuficiências, e ainda assim me amar pelo simples fato de eu desejar te receber. na nossa pequena filial do universo, nada de perfeição ou aparências, só mesmo o que de mais importante eu gostaria de te apresentar: a liberdade.
anseio você,
mãe

7 comments:

Renata said...

Achei seu blog muito bem escrito mas não consegui ler assim, tudo em minúsculas. Me perdi no texto, parei no meio. Acho que o estilo prejudicou a cadência.
Beijos

Anonymous said...

Sou curiosa pra ver como é o seu rosto.
Tenho uma amiga com o mesmo nome...dai a curiosidade..
Gostei muito do que li por aqui.
Pri
priscilla.ghenov@gmail.com

Milena said...

A poesia no tom certo. E a simplicidade explicita, embora sutil.

:*

Elita said...

Não conheço ninguém com um texto tão gostoso quanto o seu, Marcella. Quero ver essa barriga!!

biottik said...

muy comovente, de verdade.

titia do sul said...

mama porque é mama, sempre foi na verdade.

amor.

Thays said...

coisinha mais linda,Ma!
não vi a barriga, não vi o filhote, mas me acabo com a simplicidade desse texto.

beijo beijo